Hotel na Pontinha no Funchal

É um pequeno hotel num terreno triangular na entrada do molhe da Pontinha e muito próximo do mar. O local tem uma boa exposição solar e vista para o oceano. Tem seis pisos e um total de 34 quartos.

As entradas ficam ao nível do rés-do-chão e primeiro andar, onde estão as zonas de serviço e públicas, assim como o restaurante e esplanada exterior. Os pisos acima são de quartos e suites, com varandas privadas. A construção e áreas de serviço cobrem inteiramente o terreno disponível e por isso a piscina e solário estão no último piso do edifício. A piscina encontra-se numa esquina do edifício com duas faces situadas junto às fachadas construídas em painel de vidro, o que permite ter vista para o exterior e também que a água e o movimento na piscina poder ser visto da rua.

As fachadas do lado nascente e sul dão para o exterior do lote e ondeestão as janelas e as varandas dos quartos. Atrás ficam os corredores e os compartimentos de serviço. As fachadas são revestidas a pedra de basalto vulcânico e estão alinhadas pelo limite do lote mas recuam a partir do 3º piso onde possuem floreiras com pequenas árvores e arbustos que sombreiam as varandas. O edifício assemelha-se a um pequeno rochedo com socalcos onde crescem plantas.

status – stand by
localização – Funchal  Madeira  Portugal
ano – 2013
arquiteto – Duarte Caldeira

Edifício para Ordem dos Engenheiros no Funchal

Uma adaptação e ampliação de uma antiga moradia em sede para delegação da Ordem dos Engenheiros. À construção existente será adicionada uma extensão constituída por um volume em betão e aço para instalar uma nova sala e que ficará parcialmente enterrada no jardim. A sala é totalmente revestida a tábuas de madeira de pinho.

No edifício de dois pisos e construído com paredes de pedra e pavimentos em soalho de madeira, são feitas adaptações interiores para acomodar novas instalações sanitárias e uma copa. No restante é mantida a construção, recuperando e renovando todos os materiais e equipamentos existentes.

A extensão encontra-se ao nível do rés-do-chão e está ligada directamente ao edifício actual por uma abertura na fachada norte. A sua estrutura e paredes é de betão armado e lâminas de aço e a fachada em alumínio e vidro. No exterior os novos jardins serão replantados e criadas novas pavimentações com reutilização da calçada de calhau rolado e a calçada de basalto para permitir estacionamento e acessibilidades condicionadas.

status – em construção
localização – Funchal  Madeira  Portugal
ano – 2013
arquitetos – Duarte Caldeira, Sergio Gouveia

 

Pavilhão Multiusos do Funchal

No vale da ribeira de São João, pela estrada recortada entre as encostas abruptas com casas no topo, atinge-se uma área onde o espaço se alarga fazendo uma bolsa no vale. È o local para o pavilhão Multiusos do Funchal, um recinto onde se poderão realizar espectáculos de música, ballet, ópera, teatro e desportivos como ténis, basquete, futebol, ginástica, etc.

Esta proposta privilegia a polivalência dos espaços e a cria condições para desenvolver vários eventos simultaneidade, mesmo tratando-se de actividades de carácter e tipo distintos. Terá uma capacidade para acolher o maior numero de actividades, com programas diversos em espaços versáteis.

Com uma capacidade para 10 000 espectadores, terá bancadas amovíveis, que possibilitarão a extensão e a configuração múltipla dos assentos para adaptar aos vários tipos de actividades e eventos.

O edifício tem uma forma poliédrica e, embora algumas das suas partes estejam ligadas ao declive do terreno, é lido como um volume isolado, algo que se pode contornar. Não se trata de uma composição de volumes ou de formas unidas ao tecido urbano, é uma peça isolada e solta. Se por um lado a sua grande dimensão não deixa dissimular-se entre a restante edificação da zona, por outro, permite evidenciar-se e torna-se facilmente identificável como um edifício público.

As fachadas e a cobertura do pavilhão fundem-se num conjunto de superfícies, formando um grande invólucro externo que contém todos os espaços interiores. Esta pele externa marca vigorosamente o edifício e estabelece a sua imagem. As fachadas, acentuadas por cortes e intercepções de planos verticais e oblíquos, remetem para os maciços de rocha de basalto que caracterizam a orografia do local e da Ilha da Madeira. As geometrias destes maciços de pedra das vertentes, encontra-se presente nas empenas oblíquas e facetadas das fachadas do pavilhão.

Separadas por uma ribeira que justapõe simetricamente, o edifício e a encosta de basalto, encontram-se face a face, refletindo-se, contrapondo a natureza com artifício.

status – não construído
localização – Funchal Madeira Portugal
ano – 2004
arquitetos – Duarte Caldeira, Sergio Gouveia, Filipe Clairouin, Hugo Jesus

 

Moradia na Falésia

Localizada na costa sul da ilha da Madeira esta moradia foi realizada com o objectivo de desfrutar a vista sobre o oceano. Construída no alto de uma escarpa sobranceira ao mar onde a presença da linha do horizonte é permanente. Seria um local comum, não se tratasse o caso de estar à beira de uma falésia. As falésias exercem uma atracção irresistível, mas também levantam receios. Não é como os outros locais. É estar na presença de um limite, de uma mudança abrupta, uma quebra no território e na natureza. É o local mais próximo da vastidão e do indefinido. É uma zona de muita tensão, mas também de esplendor.

O edifício foi desenhado em volumes simples revestidos a pedra, numa escolha pela “materialidade” do objecto, para que possa estar ligado ao mundo da terra firme – dar segurança e abrigo. O revestimento da parte superior é em pedra Travertino e na parte inferior em pedra de basalto, formando duas camadas distintas de cor e textura, semelhantes aos estratos geológicos da falésia onde está implantada.

O lote que tem cerca de 620m2, necessitou ser gerido com parcimónia, face a um programa de três quartos, um deles em suite, um escritório e biblioteca, salas e garagem para vários carros. A geometria da casa é dada pelos constrangimentos do lote, organizada em forma de “L” para diminuir a área de implantação e permitir a vista do mar e o desfrute do jardim. A garagem enterrada evita uma maior e dispensável dimensão da construção.

status – construído
localização – Madeira Portugal
ano – 2007
arquitetos – Duarte Caldeira, Filipe Araújo

 

Hotel da Vila em Ponta de Sol

O “Hotel da Vila” é um pequeno hotel, situado na Ponta do Sol, uma vila da costa sudoeste da Ilha da Madeira. Fica em frente ao mar, com magníficas vistas sobre o oceano Atlântico. Tem quatro pisos e quinze quartos duplos. O edifício, construído em estilo tradicional, encontrava-se quase concluído quando a “Estalagem da Ponta do Sol”, membro da “Design Hotels™”, decidiu tomar para si esta unidade hoteleira.

A criação deste hotel, situado numa vila com uma atmosfera rural e envolvida por uma paisagem e ambiente natural, ditou o ponto de partida para a elaboração do seu design de interiores. O conceito estabelece pontos de ligação entre a condição rural e a urbana – de onde são originários a maioria dos seus hóspedes – e que exprime, através de uma linguagem estética contemporânea, valores actuais de participação, preservação e interesse na cultura e no património locais.

A combinação dos mundos rural e urbano, traduziu-se na concretização de ideias e de objectos, num ambiente estimulante e por vezes surpreendente. Utilizando materiais e artesãos locais, foram realizados todos os interiores, que incluem o restaurante e bar, a recepção, os quartos, o mobiliário e a imagem gráfica do hotel.

O design é simples e cru, com uso de produtos locais de baixo custo, como são os azulejos clássicos portugueses na cozinha ou as madeiras reutilizadas para execução da mesa da recepção. Esta mesa foi feita com partes retiradas do antigo edifício (um calabouço) e envolvida num invólucro de vidro, formando uma “caixa de memória” do passado do local.

Inspirando-se na cultura rural e seu engenho, objectos como os candeeiros de pé e de mesa, almofadas de cabeceira em plástico e palha ou a iluminação do tecto do restaurante, revelam um design desconcertante e humorado. O interior do edifício está completamente vestido a preto e branco, e os móveis, nos quartos dos hóspedes, são predominantemente brancos.

Após cruzar a porta principal do hotel, que foi desenhada como “cartoon” sobre a porta de vidro, uma mesa de recepção com dois bancos de madeira, recebe os convidados. Ao lado esquerdo, uma porta convida-os a entrar no bar / restaurante, um espaço mais escuro, que contrasta com o interior branco do hotel. Tem o tecto e umas paredes revestidas em madeira, com duas janelas, que permitem ver a cozinha e os seus azulejos azuis. As outras paredes desta sala são superfícies negras irregulares como as falésias circundantes, com vãos que se abrem para a esplanada exterior, onde um café ou refeições podem ser tomados à sombra das palmeiras.

Neste restaurante, locais e turistas convivem e relaxam, ouvindo música e desfrutando as noites cálidas da ilha.

status – construído
localização – Ponta do Sol Madeira Portugal
ano – 2012
arquitetos – Duarte Caldeira, Sergio Gouveia
fotografia – João Morgado, Pedro Clode

Edifício Conde Cannavial

A revitalização de um pequeno quarteirão no centro da cidade é feita por este edifício de uso misto cujo programa envolve comércio, serviços e habitação, cujo objectivo é contribuir para manter a vivência no núcleo central da cidade. È um edifício de 10500m2 com seis pisos e três caves. Os dois primeiros pisos são destinados a comércio, o seguinte a escritórios e os restantes a apartamentos. A fachada é formada por planos de metal e vidro com as varandas dos pisos de habitação localizadas atrás do alinhamento das fachadas.  Este alinhamento bem como a forma do edifício, não é linear e apresenta umas quebras suaves que resultam da aplicação dos parâmetros urbanísticos e construtivos do local.

As áreas de comércio e escritórios têm as fachadas mais transparentes que à medida que passam para os pisos de habitação se tornam mais opacas. As fachadas são formadas por módulos que se distribuem horizontalmente, correspondendo a paredes, janelas ou varandas, que se alternam entre cheios e vazios.

Devido à orografia do local e à extensão do edifício foi necessário dividir o seu volume em várias partes, para que se pudesse ajustar às diferenças de cotas e inclinações das quatro ruas que o delimitam. Tem três zonas de entrada no seu conjunto: A primeira e segunda situadas na Rua Brigadeiro Oudinot, que se destinam ao acesso dos blocos de escritórios e habitação e a terceira entrada, localizada na Rua Conde Canavial, destina-se ao parque de estacionamento. As áreas de comércio e lojas que estão ao nível dos passeios têm acesso directo para as ruas,

status – não construído
localização –  Funchal  Madeira  Portugal
ano – 2012
arquitetos – Duarte Caldeira, Filipe Clairouin

 

Edifício para Discotecas no Porto do Funchal

Sobre o Porto do Funchal foi construída uma praça rodeada por três edifícios com a frente sul aberta para o mar. No lado poente da praça ficaria o edifício destinado a acolher duas discotecas e um bar. Parte do edifício localiza-se acima do nível da praça, onde se situa a entrada principal e, a outra parte, abaixo da praça. A parte superior está visível e a inferior oculta.

O edifício visto em perfil é um “U” deitado, como um movimento que se inicia do lado do mar, estende-se sobre a praça e volta novamente para o mar, desaparecendo numa pala com espessura muito fina. Este corpo está elevado e suportado por pilares que, juntamente com a fachada transparente do rés do chão, permite a visibilidade da sua face inferior. O piso ao nível da praça é somente uma zona de distribuição de acessos: Para cima acede-se ao bar panorâmico sobre o mar e à discoteca que se situa do lado oposto. Na discoteca as paredes laterais são de vidro e acedem a varandas que permitem ver o porto e a cidade do seu interior. Abaixo do piso da entrada o público acede a outra discoteca mais enclausurada que no seu piso intermédio tem também uma varanda aberta sobre o porto.

Metal, madeira e vidro são os materiais de revestimento deste edifício, que se apresenta como uma peça autónoma, em parte reflectindo as qualidades da construção náutica.

status – não construído
localização – Funchal  Madeira  Portugal
ano – 2008
arquitetos – Duarte Caldeira, Sergio Gouveia, Filipe Clairouin, Roberto Castro

 

Centro Saúde Santa

O Centro de Saúde foi concebido como um conjunto de pequenos volumes de larguras variáveis e encostados uns aos outros que formam pequenas caixas. Estas caixas correspondem aos compartimentos do Centro, estão envoltas por uma cinta em betão aparente que as fixa e consolida. As caixas estão revestidas exteriormente com madeira fenólica de mogno e têm vãos de alumínio e vidro.

O conjunto forma um paralelepípedo alongado, elevado ligeiramente do solo oque o faz parecer mais um objecto do que de um edifício. Este facto deve-se também ao pequeno tamanho da construção e à sua baixa altura, que lhe dá uma dimensão semelhante às restantes construções do espaço rural onde está inserida.

status – construído
localização – Pto Moniz  Madeira Portugal
ano – 2004
arquitetos – Duarte Caldeira, Filipe Clairouin

 

Centro Cívico do Caniço

O local é perto do centro da vila do Caniço, numa zona caracterizada pela presença de paisagem natural e por edifícios de habitação. O Centro Cívico presta serviços de saúde, de segurança social e possui um centro de dia e lar para idosos.

É constituído basicamente por um volume com um desenho claro e bem definido. Para adaptar-se ao terreno inclinado e irregular onde se insere e fazer face às diversas funcionalidades que acomoda, o volume foi sendo ajustado e modificado, donde resultaram dois pátios localizados na sua parte posterior. Estes pátios permitem organizar melhor o interior do edifício e favorecem uma maior relação com o exterior, obtendo uma boa iluminação e ventilação natural. O edifico desenvolve-se por seis andares, com os dois pisos inferiores de estacionamento abertos para o exterior.

As três entidades presentes no edifício têm actividades separadas e requerem entradas e acessos próprios. Como estão localizadas em pisos distintos, as entradas estão colocadas em diferentes lados consoante a disposição dos acessos e a inclinação do terreno permitiu. O centro de saúde ocupa dois pisos, com gabinetes médicos e de enfermagem, um ginásio, salas de fisioterapia, tratamentos, etc. A zona da segurança social é constituída por gabinetes, salas de reuniões e por um centro de dia, com várias salas de actividades e de estar, refeitório e cozinha. A residência de idosos possui 12 quartos simples e 6 quartos duplos. Tem sala de convívio, gabinete de enfermagem, lavandaria e sala de banho assistido.

O edifício fica rodeado por um jardim que se estende até aos limites do terreno.

status – construído
localização – Sta Cruz  Madeira  Portugal
ano – 2005
arquitetos – Duarte Caldeira, Rui Vieira, Filipe Araújo